O gerente da AC Frutal conta aqui um pouco da história profissional dele nos Correios. Confira abaixo! Você pode mandar também a sua história no e-mail adcapmg@gmail.com. Não deixe de incluir também uma imagem para ilustrar.
“Comecei nos Correios em janeiro de 1965. Nesta época, os Correios funcionavam aos domingos, até às 12h. Depois, passou a funcionar aos sábados, até às 17h, para entrega de telegramas. Havia muitos casamentos e nós entregávamos a uma média de 400 telegramas por casamento.
Eu não era funcionário nomeado. Naquela época, eu fiz um pedido para o governador de Minas Gerais Rondon Pacheco. Pedi para que ele conseguisse junto ao Ministério das Comunicações a minha nomeação. Como até maio de 1969 a nomeação não tinha saído, eu fui convocado para servir no Exército, em Brasília. Tive que sair do DCT.
Ao deixar o Exército, recebi a notícia de que o DCT tinha se transformado na EBCT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Em dezembro de 1971, voltei aos quadros da ECT como entregador de cartas jr. Na extinta Diretoria Regional de Uberaba, as malas postais eram transportadas por empresa de ônibus. A ECT não fornecia bicicleta para a entrega de correspondências. Era preciso ir a pé ou você mesmo comprava uma bicicleta e ainda pagava pela manutenção dela.
Em janeiro de 1978, fui eleito Carteiro Padrão pela extinta Diretoria dos Correios de Uberaba. Fui gerente de agência por vários anos. Depois fui tesoureiro, também por vários anos.
Casei-me em maio de 1985. Minha esposa perdeu a primeira gravidez, depois perdeu a segunda gravidez aos sete meses e, na terceira gravidez, perdeu novamente aos sete meses. Já na quarta gravidez, vieram duas meninas gêmeas lindas.
Em outubro de 1995 fui eleito Empregado Padrão pela Diretoria Regional de Minas Gerais. Depois fui eleito Empregado Padrão Nacional, recebendo a homenagem em março de 1996 no Edifício Sede em Brasília, com a presença do presidente da ECT, do vice-presidente, diretores, funcionários e ainda a presença do deputado federal Nárcio Rodrigues.
Minha trajetória de vida na ECT já está chegando ao fim. Não sei o que será de agora para frente. Já estou com 69 anos, mas pela situação que está passando a ECT não sei o que será de nós. Estou aposentando desde 2006, mas ainda estou na ativa!”
